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Roubaram seu veiculo, e agora?

Muitas vezes temos a falsa sensação de que apenas mantendo o veiculo assegurado, não teremos nenhuma dor de cabeça.

Bom, não é bem assim...

Nas linhas seguintes relato minha experiência recente, e espero que seja útil para que você se previna.

Em outubro do ano passado, ao chegar à clínica para trabalhar, minha esposa teve seu carro roubado (a mão armada). Os bandidos levaram também sua bolsa com todos os seus documentos e o celular. O susto foi grande, bem como as lembranças traumáticas. Grande também foi a maratona para reconquistar os bens perdidos.

Ela me ligou do telefone de uma colega de trabalho, e entre soluços e choro, entendi que precisava da minha ajuda. Sai da empresa e fui busca-la para fazermos um boletim de ocorrências, bloquearmos os cartões de crédito, o telefone e solicitar novos documentos. Ligamos também para o nosso corretor, que registrou o sinistro junto a seguradora.

O veículo foi encontrado 6 dias após o assalto, em um desmanche clandestino na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. Junto com o carro da minha mulher, estavam outros cinco carros.

A liberação do veículo pelas delegacias foi uma novela a parte, o que me tomou 5 dias. Só consegui a liberação após a intervenção da delegacia seccional de Americana, São Paulo. O carro já se encontrava em processo de desmanche, sem o módulo central, os vidros quebrados, sem o capô, sem os bancos e afins. Ele foi guinchado pela seguradora até uma concessionária Honda em Campinas, São Paulo.

O papel do corretor de seguros foi fundamental para a boa negociação com a seguradora, que tentou nos oferecer benefícios diversas vezes, caso escolhêssemos usar uma oficina credenciada. Mas por uma exigência minha, mantive o carro na concessionária Honda. Minha lógica era simples: caso houvesse recuperação, que ao menos peças originais fossem utilizadas. Na negociação acabei abrindo mão do carro reserva para que pudesse manter outros benefícios.

A seguradora demorou em torno de 4 dias para enviar um vistoriador para avaliar os danos, e mais 3 dias para decretar a perda total. Após tal notificação, foi solicitado o reconhecimento de firma no CRV (antigo DUT, conhecido também como recibo) e seu envio à seguradora. Foram mais 4 dias, entre o reconhecimento de firma, postagem e a devida entrega. Após o recebimento do CRV, esperamos ainda mais 7 dia para receber o valor indexado pela tabela FIPE.

Durante todo esse período, minha esposa ficou com o meu carro e eu usei Uber para me locomover, já que, minha empresa é mais próxima de casa. Eu já estava procurando um outro carro para ela, mas levei em torno de 46 dias para encontrar um veículo adequado sem ter que desembolsar muito dinheiro.

Ao todo foram 52 dias sem carro, além do transtorno diário para a digitalização dos documentos, dos inúmeros telefonemas, horas sem trabalhar, trocas de mensagens por email, WhatsApp e SMS, sem falar dos gastos com locomoção, alimentação, cartório, correio e pátio, e das pesquisas e visitas para avaliação de novos carros.

A importância do seguro é indiscutível, mas o transtorno de se ter um veiculo roubado é muito maior do que imaginamos.

Decidi que instalaria um rastreador automotivo em nossos carros e em dezembro de 2017, iniciei a procura por um que coubesse no bolso mas tinha também a preocupação de compra-lo de uma empresa que oferecesse o melhor suporte e monitoramento, ou seja o produto e o serviço tinham que ser bons e baratos.

Encontrei diversas opções, mas nenhum chamou-me tanta atenção como o Nexer, fabricado por uma empresa acelerada pela gigante webmotors.

Escreverei sobre o nexer em outra oportunidade em breve.

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